sábado, 22 de setembro de 2012
A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE GUARIBA
1- Síntese Histórica da Criação da Cidade de Guariba e Destaques Fáticos.
Para iniciar o trabalho acerca da Bandeira do Município de Guariba, primeiro, temos que verificar e analisar alguns aspectos históricos da fundação de Guariba, inclusive, como uma forma de homenagear esta Cidade em razão da proximidade da data de seu aniversário e por se tratar do mês de sua comemoração.
Guariba foi fundada em 21 de setembro de 1895, juntamente com a Capela de São Matheus, através do seu co-fundador Raphael da Silva Sobrinho, Bacharel em direito da Faculdade Largo do São Francisco, onde atualmente está situada a Escola Prof. Barros. Ainda colaboraram e atuaram de forma efetiva para a fundação do povoado local, os Ilustres Evaristo Vaz de Arruda, Joaquim Matheus Correa e Victor Manoel de Oliveira, que realizaram doações de terras que perfizeram os quarteirões da imediações da futura Estação de trem.
Esse nome foi estabelecido em razão da grande quantidade de animais da espécie de macacos denominados “Guariba” que habitavam a Região onde o povoado iniciou.
A fundação do povoado visava facilitar o escoamento da produção agrícola da época, cuja cultura predominante era o café, pois havia grandes distâncias entre as cidades predominantes da época, basicamente (Araraquara e Jaboticabal). Contudo, a linha férrea chegou a Guariba advinda do percurso de Araraquara e interligando-se a Jaboticabal.
Guariba prosperava por conta do clima e da terra roxa, produtivos e ideais, para o cultivo agrícola, porém era Distrito de Jaboticabal.
Em 15 de outubro de 1900 foi criada e instalada a Paróquia de São Matheus do Guariba.
Mas, a partir de 1916 iniciou o movimento político de emancipação do então Distrito.
O Governador Dr. Altino Arantes sancionou a Lei nº 1.562 que havia sido decretada pelo Congresso Legislativo, promulgando-a em 06 de novembro de 1917, criando-se o Município de Guariba na Comarca de Jaboticabal. Em 10/04/1918 houve a efetiva instalação do Município.
Adveio o ano de 1929 e consigo a denominada “Crise do Café” que gerou inúmeros prejuízos ao País, a Região e a cidade de Guariba, que tinha como cultura predominante o cultivo do café, tudo por conseqüência da “queda da Bolsa de Nova York”.
Foram tempos difíceis em que imperava a instabilidade financeira e bélica, implicando diretamente no desenvolvimento da Cidade, o que predominou até 1948.
Assim, a partir de 1948 iniciou-se a implantação da nova cultura agrícola na Região e na Cidade, ano em que houve a inauguração da Usina São Martinho. Essa inauguração ocorreu no Dia de São João (junho/1948), com a produção de 50.000 sacos de açúcar. No mesmo ano, 1948, também foi construída a Usina Bonfim. Em 1º de maio de 1961 foi inaugurado o Guaribinha Clube. No ano de 1965 ocorreu a inauguração do Correio.
Cabe ressaltar que, no ano de 1968, em 25 de Novembro foi decretada a criação do Brasão de Armas do Município e a sua respectiva Bandeira, através do Projeto nº 41/68 que se concretizou na Lei nº 415/68, sancionado pelo Prefeito da época Sr. Ernesto de Angelis.
A partir de 1977 passou-se a produção do álcool, projeto do Governo Federal, denominado de Proálcool – Programa Nacional do Álcool, para desenvolvimento de combustível sustentável e para a produção de carros à álcool, tendo em vista os elevados preços dos barris de petróleo.
Aos 15 de maio de 1984 houve um fato marcante para a história do Município, que consistiu na “greve” dos “bóia frias” da cidade de Guariba, que culminou com a conquista de vários direitos dos trabalhadores rurais. Esse fato foi tão marcante para o Município que teve cobertura em rede nacional e internacional, inclusive, pela impressa norte americana.
Em 17 de maio de 1984 foi assinado um Acordo Coletivo de Trabalho, que foi denominado de “Carta de Guariba”, na qual foram estabelecidos direitos mínimos dos trabalhadores rurais, o qual passou a ser utilizado como parâmetros das relações de trabalho dos trabalhadores do campo na Região e em todo o Território Nacional.
A partir de 15 de novembro de 1988, após a promulgação da Constituição Federal, foram realizadas as eleições, conhecidas também como “Diretas Já”, em que o povo escolhia os seus representantes através do voto.
O primeiro Prefeito empossado após esse período foi o Sr. Paulo Mangolini, que teve como seu vice o Sr. Dario Pimenta Rocha.
Com todos esses anos, Guariba cresceu geográfica, populacional e economicamente, tornando-se a “terra do açúcar e álcool”, sendo conhecida ainda, como a “Cidade Primavera”, pois a data de sua fundação coincide com a proximidade da data de início da estação das flores, “a Primavera” e também com o “Dia da Árvore” (Festa Anual das Árvores).
2- A BANDEIRA DE GUARIBA
A Bandeira do Município de Guariba foi criada em 25 de Novembro de 1968, através do Projeto de Lei nº 41/68, que derivou a Lei nº 415/1968, daquela data, tendo sido sancionada pelo Prefeito Municipal, Exmo. Sr. Ernesto de Angelis.
A criação da Bandeira do Município teve a autoria do Dr. Wallace de Oliveira Guirelli, advogado, heraldista e especialista em medalhística.
(O Heraldista realiza a arte e a ciência de descrever os brasões de armas, descrevendo-o primeiro para depois desenhá-lo, de tal modo que todos os desenhos sejam realizados iguais, sem nenhuma distinção; Assim, a arte de desenhar um brasão se dá o nome de “brasonar”, pois após a leitura das descrições realizadas pelo “heraldista” desenha-se o brasão. A medalhística, consiste no estudo das medalhas).
A Bandeira de Guariba corresponde ao mesmo desenho do Brasão de Armas deste Município, porém a Bandeira possui apenas uma diferença, a qual consiste na sobreposição do Brasão a um retângulo de cor amarelo ouro ou dourada.
Assim, passamos a analisar, em “linguagem comum”, a Bandeira Municipal, cuja idealização está interligada com a história do Município, facilitando a compreensão e os episódios industriais, culturais, religiosos, enfim, aspectos locais que idealizaram a sua criação, conforme veremos a seguir:
2.1- A BANDEIRA
O FUNDO DA COR DE OURO: A Bandeira do Município tem como fundo a cor de ouro, que representa a riqueza da Região, decorrente da sua produção e desenvolvimento, além da sua prosperidade e virtudes (qualidades).
O ESCUDO: O Escudo é chamado de “português antigo” ou “português clássico”, ou ainda, “flamengo ibérico”, pois possui formato retangular na parte posterior e arredondado na parte inferior. Essa forma quadrangular e arredondada decorreu do estilo “Lusitano” utilizado à época dos descobrimentos em “Portugal”, de onde originou, basicamente, Nossa língua, costumes e desenvolvimento.
A cor desse ESCUDO é em “blau”, expressão heráldica, de origem francesa, utilizada para fazer referência a cor azul, cujo significado consiste na “perseverança, dignidade e serenidade”. O escudo é o campo condigno a receber as configurações históricas e topográficas do Município.
FAIXA PRATEADA: O Escudo apresenta no centro uma “faixa ondada diminuta, de prata, aguada do campo”. A faixa é da cor “prateada” porque na heraldica representa a paz, o trabalho, a prosperidade, a amizade, presentes desde os primórdios do Município.
Essa “faixa da cor prata” é “ondada diminuta, aguada do campo”, porque contém pequenas ondas da cor azul igual a superfície do Escudo, pois representam a hidrografia do Município, especialmente, o Rio Mogi Guaçu, que cortava o Município, assim como ao Rio Guariba, cuja nascente é a sede do Município.
PALMEIRA: No interior do Escudo apoiada sobre a faixa prata há uma palmeira cor de ouro. A palmeira refere-se aos vegetais da espécie dos coqueiros.
Na Bandeira do Município foi introduzido, porque simboliza a espécie de plantas “Macaúbas” abundantes na Região e que denominava a Fazenda de propriedade da Sra. D. Constância Delphina da Conceição, que contribuiu com as suas terras para o início da formação do povoado que, posteriormente, transformou-se no atual Município.
ÂNCORA: Na parte inferior da “faixa prateada” há uma âncora, também na cor de ouro, que simboliza o “Porto Pinheiro”, existente na época, à margem do Rio Mogi Guaçu, e que possibilitava a travessia do Rio de uma margem à outra, através de balsas.
CADEIA DE OURO ROTA: simboliza o episódio Local mais importante, o qual consistiu na emancipação de Guariba em relação a Jaboticabal, elevando-se a Município.
Essa corrente com “elos partidos” demonstra claramente a independência adquirida pelo Município com a sua emancipação.
A cor de ouro da Palmeira, da âncora e da “cadeia rota” tem por objetivo a harmonia, a estética e a beleza da combinação entre a cor de ouro e o azul do escudo. Essa combinação representa a riqueza, a grandeza, a virtude e o poder da cidade.
OS SUPORTES: O Escudo é sustentado por dois suportes, um à destra e outra à sinistra, ou seja, um à direita e outra à esquerda, ambos compostos por um ramo de café frutificado, acompanhado por uma haste de cana, ambos na sua cor, passados em aspas nas pontas, representando assim, as culturas predominantes no Município, primeiro o café, e, atualmente, a cana-de-açúcar. A expressão “passados em aspas na ponta”, significa entrelaçados na ponta abaixo do Escudo.
AS TORRES PRATEADAS: Sobre o Escudo encontram-se as “torres prateadas”, contendo cada qual a sua porta. São ao todo oito torres, das quais são visíveis três torres inteiras e duas pela metade, haja vista que representam “A COROA”, que é de caráter circular e situa as outras três torres na sua parte traseira. Essas torres possuem “denteadas entre si” reentrâncias da muralha, que eram utilizadas pelos soldados para disparos bélicos.
A Torre Central possui um escudete da cor “blau” (azul) acima da sua porta, o que representa o elemento religioso. Esse “escudo pequeno” contém um “rolo de papiro da cor prata, desenrolado, carregado de uma pena de sable”, ou seja, sobre o papiro há uma pena de escrever na cor preta. Esse rolo de papiro tem como atributo a iconografia cristã (arte da pintura dos ícones religiosos), sendo um atributo ao padroeiro do Município, São Mateus Evangelista.
OS TRILHOS: Ainda na parte inferior do Escudo, verifica-se os “trilhos da estrada de ferro”, cujo símbolo resulta dos trens e das suas estradas que foram instalados pela Companhia Paulista de Ferro, no ano de 1892, às Margens do Rio Guariba, aproximando as cidades da Região (inclusive, Jaboticabal e Araraquara), o que culminou na criação do povoado que derivou o Município de Guariba.
O LISTEL: Há, concomitantemente, à “estrada de ferro” “UM LISTEL”, na cor azul (blau), da mesma cor do escudo, contendo a denominada “divisa” na cor prata, que corresponde ao “escrito”. Esse listel é na cor azul e prata, pois tem que harmonizar-se com o Escudo.
A DIVISA, isto é, o escrito foi realizado em “latim”, referindo-se a “língua mãe”, dando-lhe universalidade e eternidade, de modo a dificultar a sua modificação e a perda do ideal.
“PROPOSITUM CONDITORUM NON DEFUIT”, que significa “O IDEAL DOS FUNDADORES NÃO ESMORECEU”, portanto, expressa o ideal do povo de Guariba.
3- CONCLUSÕES:
CONCLUSÃO: A criação de Guariba teve como principal causa a diminuição da distância entre as cidades de Araraquara e Jaboticabal e o desenvolvimento do interior da Região, de modo a aumentar a sua capacidade produtiva e econômica. Por isso, devemos fazer por Guariba o melhor Local para viver, com qualidade de vida, trabalho, lazer, paz, fraternidade e justiça, sem jamais “esmorecer os ideais da sua fundação”, que sempre foram o crescimento e o desenvolvimento, através da riqueza produzida pela sua terra, possibilitando aos seus “urbes” a dignidade humana.
Trabalho de
Fernando Scuarcina
21 de Setembro de 2012.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Passos que Salvam
Hospital de Câncer de Barretos conta com Guariba
O Hospital de Câncer de Barretos lançou ontem (13) no anfiteatro do Hospital Regional de Guariba, o projeto Passos que Salvam. Trata-se de uma caminhada, na qual para participar as pessoas compram uma camiseta e um squeeze no valor de R$ 20,00. A renda será revertida para o HC. O evento acontece no dia 25 de novembro, tem como objetivo uma caminhada que acontecerá em mais de 20 cidades da região. O projeto lança a Conscientização para prevenção precoce do câncer infanto-juvenil. A meta é arrecadar fundos para construção de uma sala de cirurgia moderna no hospital infantil.
Hoje o Hospital de Câncer Infanto-Juvenil é uma realidade. Tem 27 leitos, ambulatório, salas de infusão separadas por faixa etária, atendimento 24 horas, laboratórios de emergência. Uma quimioteca que une clínico a atividades de recreação e cultura conforme a possibilidade de cada paciente.
A unidade tem também um centro de entretenimento, anfiteatro, casa da cultura e brinquedoteca. A Casa da Cultura terá sete projetos diferentes destinados aos pacientes e acompanhantes, com oficinas de música, dança, teatro, fotografia, informática, entre outros.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
É verdade que o Maçom
mata ?
Esta semana fui procurado por um funcionário ( não posso dizer repórter, pois o mesmo não era imparcial ) de uma entidade religiosa que gostaria de me fazer algumas perguntas para o jornal institucional. Sabendo que não somos bem vistos pelos membros desse segmento cristão, aceitei de pronto o encontro, afinal era uma oportunidade de desmistificar. Clima amistoso, perguntas básicas, até que começou o jogo de palavras visando descobrir “os segredos” e se realmente o demônio faz parte da Maçonaria. Tudo simples de responder, até que influenciados pela noticia do assassino norueguês, veio a pergunta final:
- É verdade que o Maçom mata?
Na hora o sangue subiu, pois estou incomodado pelas manifestações e difusão da noticia por verdadeiros Irmãos Maçons. Respirei fundo e respondi:
- SIM, É VERDADE, O LEGÍTIMO MAÇOM MATA!
Vocês precisavam ver o brilho nos olhos e o movimento de acomodação nas cadeiras dos interlocutores. Continuei:
- O Maçom Alexander Fleming ao descobrir a penicilina matou e ainda mata milhões de bactérias, mas permite que a vida continue para muitos seres humanos.
- O Maçom Charles Chaplin com a poderosa arma da interpretação e sem ser ouvido, matou tanta tristeza, fez e ainda faz nascer o sorriso da criança ao idoso.
- O Maçom Henri Dunant ao fundar a Cruz Vermelha matou muita dor e abandono nos campos de guerra.
- O Maçom Wolfgang Amadeus Mozart em suas mais de 600 obras louvou a vida.
- O Maçom Antonio Bento foi um grande abolicionista que junto com outros Maçons, além da liberdade, permitiram a continuidade da vida a muitos escravos.
- O Padre Feijó, o Frade Carmelita Arruda Câmara e o Bispo Azeredo Coutinho embasados nas Sagradas Escrituras e como legítimos Maçons desenvolveram o trabalho sério de evangelização e quem sabe assim mataram muitos demônios.
- O Maçom Baden Powell ao fundar o Escotismo pregava a morte da deslealdade, da irresponsabilidade e do desrespeito.
- O Maçom Billy Graham foi o maior pregador Batista norte-americano e com seu trabalho matou muita aflição e desespero. Inclusive há no Brasil um movimento chamado MEB – Maçons Evangélicos do Brasil.
- Mas o Maçom não só mata, ele também é morto. Por conta dos valores de liberdade, igualdade e principalmente fraternidade, mais de 400 mil Maçons, juntamente com judeus foram mortos nos campos de concentração.
- Também sofremos muita perseguição aqui no Brasil, quando imigrantes europeus que professavam religiões diferentes ao Catolicismo, não podiam construir seus templos e os Maçons ajudaram. Querem um segredo? Muitos cultos protestantes ocorreram dentro de Lojas Maçônicas, afinal o Maçom combate a falta de liberdade religiosa.
- O legítimo Maçom não é o homem que entrou para a Maçonaria, mas aquele que a Maçonaria entrou dentro dele.
- Houve e há Maçons em todos os seguimentos da sociedade e todos com o mesmo propósito; fazer nascer uma nova sociedade, mais justa e perfeita, lógico sem esquecer que o MAÇOM MATA, principalmente o preconceito.
- E vamos vivendo sempre recordando o ensinamento de Mateus 7.1-2 “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”
Sérgio Quirino Guimarães
Loja Presidente Roosevelt - 025
Belo Horizonte - Minas Gerais
Esta semana fui procurado por um funcionário ( não posso dizer repórter, pois o mesmo não era imparcial ) de uma entidade religiosa que gostaria de me fazer algumas perguntas para o jornal institucional. Sabendo que não somos bem vistos pelos membros desse segmento cristão, aceitei de pronto o encontro, afinal era uma oportunidade de desmistificar. Clima amistoso, perguntas básicas, até que começou o jogo de palavras visando descobrir “os segredos” e se realmente o demônio faz parte da Maçonaria. Tudo simples de responder, até que influenciados pela noticia do assassino norueguês, veio a pergunta final:
- É verdade que o Maçom mata?
Na hora o sangue subiu, pois estou incomodado pelas manifestações e difusão da noticia por verdadeiros Irmãos Maçons. Respirei fundo e respondi:
- SIM, É VERDADE, O LEGÍTIMO MAÇOM MATA!
Vocês precisavam ver o brilho nos olhos e o movimento de acomodação nas cadeiras dos interlocutores. Continuei:
- O Maçom Alexander Fleming ao descobrir a penicilina matou e ainda mata milhões de bactérias, mas permite que a vida continue para muitos seres humanos.
- O Maçom Charles Chaplin com a poderosa arma da interpretação e sem ser ouvido, matou tanta tristeza, fez e ainda faz nascer o sorriso da criança ao idoso.
- O Maçom Henri Dunant ao fundar a Cruz Vermelha matou muita dor e abandono nos campos de guerra.
- O Maçom Wolfgang Amadeus Mozart em suas mais de 600 obras louvou a vida.
- O Maçom Antonio Bento foi um grande abolicionista que junto com outros Maçons, além da liberdade, permitiram a continuidade da vida a muitos escravos.
- O Padre Feijó, o Frade Carmelita Arruda Câmara e o Bispo Azeredo Coutinho embasados nas Sagradas Escrituras e como legítimos Maçons desenvolveram o trabalho sério de evangelização e quem sabe assim mataram muitos demônios.
- O Maçom Baden Powell ao fundar o Escotismo pregava a morte da deslealdade, da irresponsabilidade e do desrespeito.
- O Maçom Billy Graham foi o maior pregador Batista norte-americano e com seu trabalho matou muita aflição e desespero. Inclusive há no Brasil um movimento chamado MEB – Maçons Evangélicos do Brasil.
- Mas o Maçom não só mata, ele também é morto. Por conta dos valores de liberdade, igualdade e principalmente fraternidade, mais de 400 mil Maçons, juntamente com judeus foram mortos nos campos de concentração.
- Também sofremos muita perseguição aqui no Brasil, quando imigrantes europeus que professavam religiões diferentes ao Catolicismo, não podiam construir seus templos e os Maçons ajudaram. Querem um segredo? Muitos cultos protestantes ocorreram dentro de Lojas Maçônicas, afinal o Maçom combate a falta de liberdade religiosa.
- O legítimo Maçom não é o homem que entrou para a Maçonaria, mas aquele que a Maçonaria entrou dentro dele.
- Houve e há Maçons em todos os seguimentos da sociedade e todos com o mesmo propósito; fazer nascer uma nova sociedade, mais justa e perfeita, lógico sem esquecer que o MAÇOM MATA, principalmente o preconceito.
- E vamos vivendo sempre recordando o ensinamento de Mateus 7.1-2 “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”
Sérgio Quirino Guimarães
Loja Presidente Roosevelt - 025
Belo Horizonte - Minas Gerais
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
MAÇONS - QUE GENTE ESTRANHA É ESSA ?
É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do acaso.
Que tem os dois pés no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.
É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais, admira paisagens, escuta o som dos ventos. É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.
É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.
Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.
É gente muito estranha os Maçons!
Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas. Gente que fala com plantas e bichos, dança na chuva e alegra-se com o sol.
Eh!! Gente estranha esses Maçons.
Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece. Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam.
Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão.
Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independentes das agruras do caminho. Essa gente, vê o passado como referencial, o presente como luz e o futuro como meta.
São estranhos os Maçons!
Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como formas de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.
São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos.
Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas, objetos e outros artefatos.
São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado. Fazem suas próprias histórias.
Falam de generosidade em exercício constante.
Ajudam os necessitados com sigilo e discrição.
Conduzem a prática desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.
Interessante essa gente, esses Maçons!
Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir.
Partilham da mesa do rei e de um amigo menos abastado com mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face de seus ancestrais.
Degustam um pão feito em casa, com a mesma satisfação que o fazem em um banquete cinco estrelas. Amam em esteiras e em grandes suítes, desde que estejam felizes, pois ser feliz e levar felicidade, é sempre a única condição dessa gente estranha.
É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente, pelo homem miserável, pela falta de respeito humano.
É gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem!
Agradecem pelas oportunidades que a vida lhes dá.
Aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que tratam como experiência.
Reúnem-se em Escolas Iniciáticas que chamam de Lojas, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, para resgatar valores, e estudar muito.
Interessantes são os Maçons!!!
Mas interessante mesmo é a fé que os mantêm vivificados ao longo de tantos anos!
Abençoada essa estranha gente!
É dessa estranha gente, que o Grande Arquiteto do Universo precisa para o terceiro milênio.
Ir.´. Reinaldo Amadeu
ARLS Acácia de Apiaí/SP
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Texto de Fernando Pessoa sobre a Maçônaria !
A Maçonaria compõe-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal; e o elemento a que chamarei humano – isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que resulta de ela existir em muitos países, sujeita portanto a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época reage, quanto à atitude social, diferentemente.
Nos primeiros dois elementos, onde reside essencialmente o espírito maçônico, a Ordem é a mesma sempre e em todo o mundo. No terceiro, a Maçonaria – como aliás qualquer instituição humana, secreta ou não – apresenta diferentes aspectos, conforme a mentalidade de Maçons individuais, e conforme circunstâncias de meio e momento histórico, de que ela não tem culpa.
Neste terceiro ponto de vista, toda a Maçonaria gira, porém, em torno de uma só idéia – a "tolerância"; isto é, o não impor a alguém dogma nenhum, deixando-o pensar como entender. Por isso a Maçonaria não tem uma doutrina. Tudo quanto se chama "doutrina maçônica" são opiniões individuais de Maçons, quer sobre a Ordem em si mesma, quer sobre as suas relações com o mundo profano. São divertidíssimas: vão desde o panteísmo naturalista de Oswald Wirth até ao misticismo cristão de Arthur Edward Waite, ambos tentando converter em doutrina o espírito da Ordem. As suas afirmações, porém, são simplesmente suas; a Maçonaria nada tem com elas. Ora o primeiro erro dos Antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçônico em geral pelas afirmações de Maçons particulares, escolhidas ordinariamente com grande má fé.
O segundo erro dos Antimaçons consiste em não querer ver que a Maçonaria, unida espiritualmente, está materialmente dividida, como já expliquei. A sua ação social varia de país para país, de momento histórico para momento histórico, em função das circunstâncias do meio e da época, que afetam a Maçonaria como afetam toda a gente. A sua ação social varia, dentro do mesmo país, de Obediência para Obediência, onde houver mais que uma, em virtude de divergências doutrinárias – as que provocaram a formação dessas Obediências distintas, pois, a haver entre elas acordo em tudo, estariam unidas. Segue daqui que nenhum ato político ocasional de nenhuma Obediência pode ser levado à conta da Maçonaria em geral, ou até dessa Obediência particular, pois pode provir, como em geral provém, de circunstâncias políticas de momento, que a Maçonaria não criou.
Resulta de tudo isto que todas as campanhas antimaçônicas – baseadas nesta dupla confusão do particular com o geral e do ocasional com o permanente – estão absolutamente erradas, e que nada até hoje se provou em desabono da Maçonaria. Por esse critério – o de avaliar uma instituição pelos seus atos ocasionais porventura infelizes, ou um homem por seus lapsos ou erros ocasionais – que haveria neste mundo senão abominação? Quer o Sr. José Cabral que se avaliem os papas por Rodrigo Bórgia, assassino e incestuoso? Quer que se considere a Igreja de Roma perfeitamente definida em seu íntimo espírito pelas torturas dos Inquisidores (provenientes de um uso profano do tempo) ou pelos massacres dos albigenses e dos piemonteses? E contudo com muito mais razão se o poderia fazer, pois essas crueldades foram feitas com ordem ou com consentimento dos papas, obrigando assim, espiritualmente, a Igreja inteira.
Sejamos, ao menos, justos. Se debitamos à Maçonaria em geral todos aqueles casos particulares, ponhamos-lhe a crédito, em contrapartida, os benefícios que dela temos recebido em iguais condições. Beijem-lhe os jesuítas as mãos, por lhes ter sido dado acolhimento e liberdade na Prússia, no século dezoito – quando expulsos de toda a parte, os repudiava o próprio Papa – pelo Maçom Frederico II. Agradeçamos-lhe a vitória de Waterloo, pois que Wellinton e Blucher eram ambos Maçons. Sejamos-lhe gratos por ter sido ela quem criou a base onde veio a assentar a futura vitória dos Aliados – a "Entente Cordiale", obra do Maçom Eduardo VII. Nem esqueçamos, finalmente, que devemos à Maçonaria a maior obra da literatura moderna – o "Fausto" do Maçom Goeth.
Acabei de vez. Deixe o Sr. José Cabral a Maçonaria aos Maçons e aos que, embora o não sejam, viram, ainda que noutro Templo, a mesma Luz. Deixe a Antimaçonaria àqueles Antimaçons que são os legítimos descendentes intelectuais do célebre pregador que descobriu que Herodes e Pilatos eram Vigilantes de uma Loja de Jerusalém.
Fernando Pessoa
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