quinta-feira, 29 de novembro de 2012


O Segredo é Saber Como Morrer.

Invariavelmente, tenho por costume em minhas oratórias, ilustrar as mesmas com uma frase, pensamento ou alguma citação feita por algum filósofo ou escritor cuja sapiência seja por demais inconteste que a mera síntese da frase esclareça o tema sem a necessidade de se prolongar a fala.

Como o tema desta noite é por demais delicado, e por que não dizer, de difícil tratativa, resumirei aqui os ensinamentos do Grau de Mestre Maçom na frase contida em um dos livros do escritor norte-americano Dan Brown, autor de diversas obras literárias de sucesso mundial, dentre elas o famoso "O Código Da Vinci", que em seu último livro, intitulado "O Símbolo Perdido", que tem como tema de fundo a maçonaria, inicia o primeiro capítulo com a seguinte frase:

"O segredo é saber como morrer." 

Pronto. É esse o tema de hoje: a morte! E aí, vocês estão preparados?

(...   .’.   ...) 

A Morte é um dos maiores mistérios da vida, se não for o maior deles. Justamente por ser um mistério, ela é temida pela grande maioria das pessoas. A temática da morte está presente em todas as formações religiosas, devido a obscuridade que a envolve. Blaise Pascal dizia: "Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar".

Para pensarmos na morte, devemos ter em vista que a mesma comporta vários níveis de interpretação e de compreensão desde o mais básico, como o biológico quando um ser vivente atinge um nível de desorganização em que ocorre a cessação dos processos vitais, passando pela simbólica podendo ser sócio-cultural, envolvendo os processos de se morrer, até a morte no sentido mais metafísico que é a morte espiritual.

A questão por si só nos causa tanto medo, que passamos a maioria da vida, e por que não dizer a vida toda, fingindo que ela não existe. Mas ela existe. Evitamos tocar no assunto, geralmente deixando discussões mais acaloradas para filósofos, religiosos ou estudiosos. Voltaire manifestava-se, ainda enfermo, quase moribundo, bradando inconformado: "Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino."

Um belo dia, porém, quando menos se espera, ela chega bem perto de nós. Somos obrigados a encará-la de frente, em geral isso acontece quando ainda somos crianças, aos poucos, vemos partir nossos avós, tios, pais, irmãos, parentes, vizinhos, amigos, isso quando a natureza não resolve atropelar a ordem natural das coisas e muda tudo nos tirando do convívio pessoas que julgamos inaptas para morrer. Mas afinal, quando é a hora certa de se morrer? 

Relembro-vos: "O segredo é saber como morrer." 

Alguns, julgando-se suficientemente esclarecidos diriam que o segredo não é saber como morrer, mais sim saber como viver. Como se alguém, de alguma maneira, em infinita sabedoria, pudesse escolher a vida que outro queira, ou possa levar. Ledo engano. Cada um é senhor do próprio destino. Ninguém é dono da vida de outrem.

Mas talvez, para sabermos como morrer, devamos sim saber dar sentido à nossas vidas. E o que dá sentido à nossas vidas, senão o amor, a amizade, a devoção à um Ente Supremo, a caridade, a esperança, a vida em harmonia, a paz interior, enfim, a busca da felicidade? Honoré de Balzac dizia que: "O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo".

Sócrates, filósofo grego, a 4 anos a.C., condenado a tomar cicuta, manteve uma serenidade única que talvez tenhamos que aprender à aprimorar, já que morrer é o destino que nos aguarda em futuro incerto, mas inevitável. Segundo ele, a morte em nenhuma hipótese poderia ser um mal, ou seria um sono profundo, sem sonhos, ou a passagem para outro mundo, outra dimensão, onde talvez possamos reencontrar todos aqueles que partiram antes de nós, e que nos são queridos. Convenhamos, até para o mais convicto dos ateus, a lógica de Sócrates, o Pai da Sabedoria, é irrefutável!

Estas considerações mostram que nós devemos criar nosso próprio sentido para nossas vidas, independentemente de essas vidas servirem ou não a um propósito maior. Se há ou não vida pos mortem só saberemos após morrermos. Tão óbvio e tão ululante, como diria Nelson Rodrigues. Se nossas vidas têm ou não sentido para nós depende de como as julgamos. A ausência ou presença de algum propósito superior é tão irrelevante quanto a finalidade da morte. A alegação de que nossas vidas são, “em última análise”, inúteis, não faz sentido, porque elas teriam ou não sentido independentemente do que fizéssemos. Questões sobre o sentido da vida são questões sobre valores. Nós atribuímos valores para coisas na vida em vez de descobri-los. Nada tem valor por si só. Nós é que valoramos as coisas. Não pode haver outro sentido na vida senão aquele que criamos para nós mesmos, pois ninguém pode atribuir valores para todas as coisas por nós. 

O que faz nossas vidas terem sentido é acharmos que as atividades que fazemos valem a pena. Nossa determinação para levar adiante projetos que criamos para nós mesmos dá sentido às nossas vidas. Sentimos que a vida é inútil quando a maior parte dos desejos que julgamos importantes é frustrada. Achar nossa vida importante ou não depende de quais objetivos importantes são frustrados. O julgamento que fazemos de nossas vidas nestes pontos é igualmente independente de a vida ser ou não eterna ou de ela fazer ou não parte de um propósito maior. Talvez o segredo de uma vida com sentido seja dar importância a aqueles objetivos que podemos atingir e minimizar aqueles que não podemos, desde que saibamos a diferença entre eles.

(...   .’.   ...) 

Em resumo: "O segredo é saber como morrer." 

Agora sois Mestres Maçons, devidamente investidos das prerrogativas que o grau lhes concede. Doravante podereis votar, ser votado, ocupar cargos, desempenhar funções, etc. Mas já provaram serem preparados para a vida maçônica pelo comprometimento que demonstraram desde suas iniciações.

Comprometer-se é mais que estar envolvido, interessado, obrigado, responsabilizado. É botar paixão no que faz, dar sempre o “algo mais”, se destacar apresentando diferentes soluções, aliando empenho, iniciativa e criatividade. Em suma, é saber dar sentido à vida. E como aprendemos hoje, saber dar sentido à vida é o primeiro passo para se descobrir o segredo de saber como morrer.

Desejo de todo coração que vocês descubram o segredo se saber como morrer. Mas que vossas vidas sejam infinitamente longas, longas o suficiente para descobrirdes.
M.’. M.’. PAngelis
28/11/12

sábado, 22 de setembro de 2012


A BANDEIRA DO MUNICÍPIO DE GUARIBA

1- Síntese Histórica da Criação da Cidade de Guariba e Destaques Fáticos.
Para iniciar o trabalho acerca da Bandeira do Município de Guariba, primeiro, temos que verificar e analisar alguns aspectos históricos da fundação de Guariba, inclusive, como uma forma de homenagear esta Cidade em razão da proximidade da data de seu aniversário e por se tratar do mês de sua comemoração.

Guariba foi fundada em 21 de setembro de 1895, juntamente com a Capela de São Matheus, através do seu co-fundador Raphael da Silva Sobrinho, Bacharel em direito da Faculdade Largo do São Francisco, onde atualmente está situada a Escola Prof. Barros. Ainda colaboraram e atuaram de forma efetiva para a fundação do povoado local, os Ilustres Evaristo Vaz de Arruda, Joaquim Matheus Correa e Victor Manoel de Oliveira, que realizaram doações de terras que perfizeram os quarteirões da imediações da futura Estação de trem.

Esse nome foi estabelecido em razão da grande quantidade de animais da espécie de macacos denominados “Guariba” que habitavam a Região onde o povoado iniciou.
A fundação do povoado visava facilitar o escoamento da produção agrícola da época, cuja cultura predominante era o café, pois havia grandes distâncias entre as cidades predominantes da época, basicamente (Araraquara e Jaboticabal). Contudo, a linha férrea chegou a Guariba advinda do percurso de Araraquara e interligando-se a Jaboticabal.
Guariba prosperava por conta do clima e da terra roxa, produtivos e ideais, para o cultivo agrícola, porém era Distrito de Jaboticabal.

Em 15 de outubro de 1900 foi criada e instalada a Paróquia de São Matheus do Guariba.
Mas, a partir de 1916 iniciou o movimento político de emancipação do então Distrito.
O Governador Dr. Altino Arantes sancionou a Lei nº 1.562 que havia sido decretada pelo Congresso Legislativo, promulgando-a em 06 de novembro de 1917, criando-se o Município de Guariba na Comarca de Jaboticabal. Em 10/04/1918 houve a efetiva instalação do Município.

Adveio o ano de 1929 e consigo a denominada “Crise do Café” que gerou inúmeros prejuízos ao País, a Região e a cidade de Guariba, que tinha como cultura predominante o cultivo do café, tudo por conseqüência da “queda da Bolsa de Nova York”.
Foram tempos difíceis em que imperava a instabilidade financeira e bélica, implicando diretamente no desenvolvimento da Cidade, o que predominou até 1948.
Assim, a partir de 1948 iniciou-se a implantação da nova cultura agrícola na Região e na Cidade, ano em que houve a inauguração da Usina São Martinho. Essa inauguração ocorreu no Dia de São João (junho/1948), com a produção de 50.000 sacos de açúcar. No mesmo ano, 1948, também foi construída a Usina Bonfim. Em 1º de maio de 1961 foi inaugurado o Guaribinha Clube. No ano de 1965 ocorreu a inauguração do Correio.

Cabe ressaltar que, no ano de 1968, em 25 de Novembro foi decretada a criação do Brasão de Armas do Município e a sua respectiva Bandeira, através do Projeto nº 41/68 que se concretizou na Lei nº 415/68, sancionado pelo Prefeito da época Sr. Ernesto de Angelis.

A partir de 1977 passou-se a produção do álcool, projeto do Governo Federal, denominado de Proálcool – Programa Nacional do Álcool, para desenvolvimento de combustível sustentável e para a produção de carros à álcool, tendo em vista os elevados preços dos barris de petróleo.

Aos 15 de maio de 1984 houve um fato marcante para a história do Município, que consistiu na “greve” dos “bóia frias” da cidade de Guariba, que culminou com a conquista de vários direitos dos trabalhadores rurais. Esse fato foi tão marcante para o Município que teve cobertura em rede nacional e internacional, inclusive, pela impressa norte americana.  

Em 17 de maio de 1984 foi assinado um Acordo Coletivo de Trabalho, que foi denominado de “Carta de Guariba”, na qual foram estabelecidos direitos mínimos dos trabalhadores rurais, o qual passou a ser utilizado como parâmetros das relações de trabalho dos trabalhadores do campo na Região e em todo o Território Nacional.

A partir de 15 de novembro de 1988, após a promulgação da Constituição Federal, foram realizadas as eleições, conhecidas também como “Diretas Já”, em que o povo escolhia os seus representantes através do voto.

O primeiro Prefeito empossado após esse período foi o Sr. Paulo Mangolini, que teve como seu vice o Sr. Dario Pimenta Rocha.

Com todos esses anos, Guariba cresceu geográfica, populacional e economicamente, tornando-se a “terra do açúcar e álcool”, sendo conhecida ainda, como a “Cidade Primavera”, pois a data de sua fundação coincide com a proximidade da data de início da estação das flores, “a Primavera” e também com o “Dia da Árvore” (Festa Anual das Árvores).

2- A BANDEIRA DE GUARIBA
A Bandeira do Município de Guariba foi criada em 25 de Novembro de 1968, através do Projeto de Lei nº 41/68, que derivou a Lei nº 415/1968, daquela data, tendo sido sancionada pelo Prefeito Municipal, Exmo. Sr. Ernesto de Angelis.
A criação da Bandeira do Município teve a autoria do Dr. Wallace de Oliveira Guirelli, advogado, heraldista e especialista em medalhística.
(O Heraldista realiza a arte e a ciência de descrever os brasões de armas, descrevendo-o primeiro para depois desenhá-lo, de tal modo que todos os desenhos sejam realizados iguais, sem nenhuma distinção; Assim, a arte de desenhar um brasão se dá o nome de “brasonar”, pois após a leitura das descrições realizadas pelo “heraldista” desenha-se o brasão. A medalhística, consiste no estudo das medalhas).

A Bandeira de Guariba corresponde ao mesmo desenho do Brasão de Armas deste Município, porém a Bandeira possui apenas uma diferença, a qual consiste na sobreposição do Brasão a um retângulo de cor amarelo ouro ou dourada.

Assim, passamos a analisar, em “linguagem comum”, a Bandeira Municipal, cuja idealização está interligada com a história do Município, facilitando a compreensão e os episódios industriais, culturais, religiosos, enfim, aspectos locais que idealizaram a sua criação, conforme veremos a seguir:

2.1- A BANDEIRA
O FUNDO DA COR DE OURO: A Bandeira do Município tem como fundo a cor de ouro, que representa a riqueza da Região, decorrente da sua produção e desenvolvimento, além da sua prosperidade e virtudes (qualidades).

O ESCUDO: O Escudo é chamado de “português antigo” ou “português clássico”, ou ainda, “flamengo ibérico”, pois possui formato retangular na parte posterior e arredondado na parte inferior. Essa forma quadrangular e arredondada decorreu do estilo “Lusitano” utilizado à época dos descobrimentos em “Portugal”, de onde originou, basicamente, Nossa língua, costumes e desenvolvimento.
A cor desse ESCUDO é em “blau”, expressão heráldica, de origem francesa, utilizada para fazer referência a cor azul, cujo significado consiste na “perseverança, dignidade e serenidade”. O escudo é o campo condigno a receber as configurações históricas e topográficas do Município.

FAIXA PRATEADA: O Escudo apresenta no centro uma “faixa ondada diminuta, de prata, aguada do campo”. A faixa é da cor “prateada” porque na heraldica representa a paz, o trabalho, a prosperidade, a amizade, presentes desde os primórdios do Município.
Essa “faixa da cor prata” é “ondada diminuta, aguada do campo”, porque contém pequenas ondas da cor azul igual a superfície do Escudo, pois representam a hidrografia do Município, especialmente, o Rio Mogi Guaçu, que cortava o Município, assim como ao Rio Guariba, cuja nascente é a sede do Município.

PALMEIRA: No interior do Escudo apoiada sobre a faixa prata há uma palmeira cor de ouro. A palmeira refere-se aos vegetais da espécie dos coqueiros.
Na Bandeira do Município foi introduzido, porque simboliza a espécie de plantas “Macaúbas” abundantes na Região e que denominava a Fazenda de propriedade da Sra. D. Constância  Delphina da Conceição, que contribuiu com as suas terras para o início da formação do povoado que, posteriormente, transformou-se no atual Município.

ÂNCORA: Na parte inferior da “faixa prateada” há uma âncora, também na cor de ouro, que simboliza o “Porto Pinheiro”, existente na época, à margem do Rio Mogi Guaçu, e que possibilitava a travessia do Rio de uma margem à outra, através de balsas.

CADEIA DE OURO ROTA: simboliza o episódio Local mais importante, o qual consistiu na emancipação de Guariba em relação a Jaboticabal, elevando-se a Município. 
Essa corrente com “elos partidos” demonstra claramente a independência adquirida pelo Município com a sua emancipação.
A cor de ouro da Palmeira, da âncora e da “cadeia rota” tem por objetivo a harmonia, a estética e a beleza da combinação entre a cor de ouro e o azul do escudo. Essa combinação representa a riqueza, a grandeza, a virtude e o poder da cidade.

OS SUPORTES: O Escudo é sustentado por dois suportes, um à destra e outra à sinistra, ou seja, um à direita e outra à esquerda, ambos compostos por um ramo de café frutificado, acompanhado por uma haste de cana, ambos na sua cor, passados em aspas nas pontas, representando assim, as culturas predominantes no Município, primeiro o café, e, atualmente, a cana-de-açúcar. A expressão “passados em aspas na ponta”, significa entrelaçados na ponta abaixo do Escudo.

AS TORRES PRATEADAS: Sobre o Escudo encontram-se as “torres prateadas”, contendo cada qual a sua porta. São ao todo oito torres, das quais são visíveis três torres inteiras e duas pela metade, haja vista que representam “A COROA”, que é de caráter circular e situa as outras três torres na sua parte traseira. Essas torres possuem “denteadas entre si” reentrâncias da muralha, que eram utilizadas pelos soldados para disparos bélicos.
A Torre Central possui um escudete da cor “blau” (azul) acima da sua porta, o que representa o elemento religioso. Esse “escudo pequeno” contém um “rolo de papiro da cor prata, desenrolado, carregado de uma pena de sable”, ou seja, sobre o papiro há uma pena de escrever na cor preta. Esse rolo de papiro tem como atributo a iconografia cristã (arte da pintura dos ícones religiosos), sendo um atributo ao padroeiro do Município, São Mateus Evangelista. 

OS TRILHOS: Ainda na parte inferior do Escudo, verifica-se os “trilhos da estrada de ferro”, cujo símbolo resulta dos trens e das suas estradas que foram instalados pela Companhia Paulista de Ferro, no ano de 1892, às Margens do Rio Guariba, aproximando as cidades da Região (inclusive, Jaboticabal e Araraquara), o que culminou na criação do povoado que derivou o Município de Guariba.

O LISTEL: Há, concomitantemente, à “estrada de ferro” “UM LISTEL”, na cor azul (blau), da mesma cor do escudo, contendo a denominada “divisa” na cor prata, que corresponde ao “escrito”. Esse listel é na cor azul e prata, pois tem que harmonizar-se com o Escudo.
A DIVISA, isto é, o escrito foi realizado em “latim”, referindo-se a “língua mãe”, dando-lhe universalidade e eternidade, de modo a dificultar a sua modificação e a perda do ideal.

“PROPOSITUM CONDITORUM NON DEFUIT”, que significa “O IDEAL DOS FUNDADORES NÃO ESMORECEU”, portanto, expressa o ideal do povo de Guariba.

3- CONCLUSÕES:
CONCLUSÃO: A criação de Guariba teve como principal causa a diminuição da distância entre as cidades de Araraquara e Jaboticabal e o desenvolvimento do interior da Região, de modo a aumentar a sua capacidade produtiva e econômica. Por isso, devemos fazer por Guariba o melhor Local para viver, com qualidade de vida, trabalho, lazer, paz, fraternidade e justiça, sem jamais “esmorecer os ideais da sua fundação”, que sempre foram o crescimento e o desenvolvimento, através da riqueza produzida pela sua terra, possibilitando aos seus “urbes” a dignidade humana. 

Trabalho de
Fernando Scuarcina
21 de Setembro de 2012.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Passos que Salvam


Hospital de Câncer de Barretos conta com Guariba

O Hospital de Câncer de Barretos lançou ontem (13) no anfiteatro do Hospital Regional de Guariba, o projeto Passos que Salvam. Trata-se de uma caminhada, na qual para participar as pessoas compram uma camiseta e um squeeze no valor de R$ 20,00. A renda será revertida para o HC. O evento acontece no dia 25 de novembro, tem como objetivo uma caminhada que acontecerá em mais de 20 cidades da região. O projeto lança  a Conscientização para prevenção precoce do câncer infanto-juvenil. A meta é arrecadar fundos para construção de uma sala de cirurgia moderna no hospital infantil.

Hoje o Hospital de Câncer Infanto-Juvenil é uma realidade. Tem 27 leitos, ambulatório, salas de infusão separadas por faixa etária, atendimento 24 horas, laboratórios de emergência. Uma quimioteca que une clínico a atividades de recreação e cultura conforme a possibilidade de cada paciente.

A unidade tem também um centro de entretenimento, anfiteatro, casa da cultura e brinquedoteca. A Casa da Cultura terá sete projetos diferentes destinados aos pacientes e acompanhantes, com oficinas de música, dança, teatro, fotografia, informática, entre outros. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

É verdade que o Maçom mata ?

Esta semana fui procurado por um funcionário ( não posso dizer repórter, pois o mesmo não era imparcial ) de uma entidade religiosa que gostaria de me fazer algumas perguntas para o jornal institucional. Sabendo que não somos bem vistos pelos membros desse segmento cristão, aceitei de pronto o encontro, afinal era uma oportunidade de desmistificar. Clima amistoso, perguntas básicas, até que começou o jogo de palavras visando descobrir “os segredos” e se realmente o demônio faz parte da Maçonaria. Tudo simples de responder, até que influenciados pela noticia do assassino norueguês, veio a pergunta final:
- É verdade que o Maçom mata?
Na hora o sangue subiu, pois estou incomodado pelas manifestações e difusão da noticia por verdadeiros Irmãos Maçons. Respirei fundo e respondi:
- SIM, É VERDADE, O LEGÍTIMO MAÇOM MATA!
Vocês precisavam ver o brilho nos olhos e o movimento de acomodação nas cadeiras dos interlocutores. Continuei:
- O Maçom Alexander Fleming ao descobrir a penicilina matou e ainda mata milhões de bactérias, mas permite que a vida continue para muitos seres humanos.
- O Maçom Charles Chaplin com a poderosa arma da interpretação e sem ser ouvido, matou tanta tristeza, fez e ainda faz nascer o sorriso da criança ao idoso.
- O Maçom Henri Dunant ao fundar a Cruz Vermelha matou muita dor e abandono nos campos de guerra.
- O Maçom Wolfgang Amadeus Mozart em suas mais de 600 obras louvou a vida.
- O Maçom Antonio Bento foi um grande abolicionista que junto com outros Maçons, além da liberdade, permitiram a continuidade da vida a muitos escravos.
- O Padre Feijó, o Frade Carmelita Arruda Câmara e o Bispo Azeredo Coutinho embasados nas Sagradas Escrituras e como legítimos Maçons desenvolveram o trabalho sério de evangelização e quem sabe assim mataram muitos demônios.
- O Maçom Baden Powell ao fundar o Escotismo pregava a morte da deslealdade, da irresponsabilidade e do desrespeito.
- O Maçom Billy Graham foi o maior pregador Batista norte-americano e com seu trabalho matou muita aflição e desespero. Inclusive há no Brasil um movimento chamado MEB – Maçons Evangélicos do Brasil.
- Mas o Maçom não só mata, ele também é morto. Por conta dos valores de liberdade, igualdade e principalmente fraternidade, mais de 400 mil Maçons, juntamente com judeus foram mortos nos campos de concentração.
- Também sofremos muita perseguição aqui no Brasil, quando imigrantes europeus que professavam religiões diferentes ao Catolicismo, não podiam construir seus templos e os Maçons ajudaram. Querem um segredo? Muitos cultos protestantes ocorreram dentro de Lojas Maçônicas, afinal o Maçom combate a falta de liberdade religiosa.
- O legítimo Maçom não é o homem que entrou para a Maçonaria, mas aquele que a Maçonaria entrou dentro dele.
- Houve e há Maçons em todos os seguimentos da sociedade e todos com o mesmo propósito; fazer nascer uma nova sociedade, mais justa e perfeita, lógico sem esquecer que o MAÇOM MATA, principalmente o preconceito.
- E vamos vivendo sempre recordando o ensinamento de Mateus 7.1-2 “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”

Sérgio Quirino Guimarães
Loja Presidente Roosevelt - 025
Belo Horizonte - Minas Gerais

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


MAÇONS - QUE GENTE ESTRANHA É ESSA ?

É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória. É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do acaso.
Que tem os dois pés no chão da realidade. É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de  carinho, um abraço, um afago.
É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais, admira paisagens, escuta o som dos ventos. É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.
É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.
Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.
É gente muito estranha os Maçons!
Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas. Gente que fala com plantas e bichos, dança na chuva e alegra-se com o sol.
Eh!! Gente estranha esses Maçons.
Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece. Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam.
Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão.
Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independentes das agruras do caminho. Essa gente, vê o passado como referencial, o presente como luz e o futuro como meta.
São estranhos os Maçons!
Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como formas de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.
São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos.
Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas, objetos e outros artefatos.
São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado. Fazem suas próprias histórias.
Falam de generosidade em exercício constante.
Ajudam os necessitados com sigilo e discrição.
Conduzem a prática desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.
Interessante essa gente, esses Maçons!
Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir.
Partilham da mesa do rei e de um amigo menos abastado com mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face de seus ancestrais.
Degustam um pão feito em casa, com a mesma satisfação que o fazem em um banquete cinco estrelas. Amam em esteiras e em grandes suítes, desde que estejam felizes, pois ser feliz e levar felicidade, é sempre a única condição dessa gente estranha.
É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente, pelo homem miserável, pela falta de respeito humano.
É gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem!
Agradecem pelas oportunidades que a vida lhes dá.
Aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que tratam como experiência.
Reúnem-se em Escolas Iniciáticas que chamam de Lojas, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, para resgatar valores, e estudar muito.
Interessantes são os Maçons!!!
Mas interessante mesmo é a fé que os mantêm vivificados ao longo de tantos anos!
Abençoada essa estranha gente!
É dessa estranha gente, que o Grande Arquiteto do Universo precisa para o terceiro milênio.


Ir.´. Reinaldo Amadeu
ARLS Acácia de Apiaí/SP